.25 de julho.

 

Certa vez, durante uma viagem ao México, um guia local de Chichen Itzá  contou uma história que me fez amar ter nascido nesse dia. 25 de julho, além de ser dia de São Cristóvão (padroeiro dos viajantes e escritores) é também o dia fora do tempo. A história é mais ou menos assim:

O Calendário Lunar, dos Mayas, dividia o tempo em 13 luas, portanto o  ano tinha 13 meses de 28 dias = 364, e mais um dia adicional que corresponde ao dia 365, chamado de DIA FORA DO TEMPO.

Observa-se na pirâmide de Kukulkán em Chichen, Itzá exatamente em sua arquitetura, esse “salto evolutivo”: 4 escadas de 91 degraus cada uma = 364. Acrescentando a plataforma da pirâmide que une todos os 4 lados com as escadas, se faz um total de 365: 364+ o DIA FORA DO TEMPO = 365, o dia da evolução.

Os Mayas determinaram como início do ano solar um evento cósmico que é a ascensão da estrela Sirius em alinhamento com o sol. Esse evento ocorre no dia 26 de Julho (no calendário gregoriano) de cada ano. Então, o ano de 13 luas ou 13 meses começa exatamente nessa data, dia 26 de Julho de cada ano e termina do dia 24 de Julho.

O dia 25 de Julho, portanto, não pertence nem a um e nem ao outro ano, é um dia livre, em que se concentra toda a energia para o ano que vai começar.

Nesse dia, os Mayas se preparavam para um novo ciclo. Era um dia para dar menos importância aos assuntos cotidianos, e especialmente bom para meditar, perdoar, para cancelar dívidas, elevar o estado de consciência, para ser bondoso, estar em contato com a natureza, sentir-se livre e dedicar-se às artes.

Feliz 25 de julho. Um ano lindo pra todos nós.