.CINEMA POLONÊS NO CCBB.

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Cena de O-BI, O-BA: O Fim da Civilização

De 15 a 19 de outubro, o CCBB apresenta (com entrada franca), “Histórias de Transformação: Mostra de Cinema Polonês”, que destaca a diversa produção cinematográfica polonesa das últimas décadas. Por lá serão apresentados seis filmes de grandes cineastas do país que retrataram as transformações ocorridas na sociedade e na cultura polonesa a partir dos anos 1940. Entre os filmes, três obras primas do cinema polonês recentemente restauradas: “O-bi, o-ba: Fim da Civilização”, “Como ser Amada” de Wojciech Has e “Dívida” de Krzysztof Krauze.

A Mostra contará a história de um país que, apesar de grandes dificuldades e cataclismos históricos, ainda teve a força e a coragem para se reinventar.

No dia 15 de outubro haverá um debate com o crítico de cinema e jornalista brasileiro, Sérgio Rizzo, e a crítica polonesa Ela Bittencourt, co-curadora da mostra. O debate será dedicado a um dos documentários mais marcantes da época comunista na Polônia, “Como Viver” (1977) de Marcel Łoziński, dentro do contexto da produção cinematográfica polonesa da época. Łoziński é o maior documentarista polonês vivo, conhecido por obras de cinema não-ficção criativo. Foi frequentemente censurado durante a ditadura militar na Polônia dos anos 1970 e 1980.

ROTEIRO:

– COMO VIVER (JAK ŻYĆ), 1977 – Direção Marcel Łoziński (83 min)

Como Viver foi censurado e estreou nos cinemas apenas em 1981. A história se passa num acampamento de verão para recém-casados, organizado pela juventude comunista. De acordo com a ideologia do partido, o descanso no acampamento promove atividades educativas e a interação entre os participantes. As atividades propostas, contudo, chegam a ser grotescas e até perigosas.

– O-BI, O-BA: O FIM DA CIVILIZAÇÃO (O-BI, O-BA: KONIEC CYWILIZACJI), 1984 – Direção Piotr Szulkin (85 min)
O filme de ficção científica O-bi, O-ba: o Fim da Civilização, de Piotr Szulkin, conta a história de sobreviventes de uma guerra atômica, que vivem em um refúgio nuclear esperando a chegada da arca cósmica. Com cinematografia deslumbrante, inspirada no gênero film noir americano, o intenso estudo psicológico de Szulkin desconstrói grandes questões da humanidade, como as ideias de martírio e fé. O profundo ceticismo de Szulkin, combinado com um mis en scene fantasioso, contribui para suas obras serem as mais inesquecíveis do cinema polonês.

– 300 MILHAS ATÉ O CÉU, 1989 – Direção Maciej Dejczer (105 min)
Filme baseado em uma história verídica ocorrida em 1985, na Polônia. O drama sócio-político conta a vida de dois irmãos que vivem com a família em extrema pobreza e decidem fugir do país, escondendo-se debaixo de um caminhão. O pai, um professor de história, perde o trabalho por causa de suas opiniões políticas. Os irmãos querem ir a um país do Oeste europeu, em busca de um futuro melhor. Chegando à Dinamarca, são levados a um campo de refugiados. No entanto, as autoridades polonesas fazem de tudo para que os irmãos voltem à Polônia. Uma jornalista dinamarquesa, de origem polonesa, se interessa pelo caso e ajuda os irmãos a obter asilo. Em 1989, o filme foi premiado como o melhor filme europeu realizado por um diretor estreante.

– CORVOS (WRONY), 1994 – Direção Dorota Kędzierzawska (63 min)
Uma menina de nove anos chamada Corvo, é criada pela mãe solteira, sobrecarregada pelo trabalho e sem tempo para se dedicar à filha. Corvo demonstra agressividade na escola por conta dessa carência afetiva. Um dia, sequestra uma criança de três anos e, por uma noite, assume o papel de mãe, intercalando períodos de carinho e crueldade. A criança, que não entende o comportamento violento de Corvo, reage com humor. Áspero e lírico ao mesmo tempo, Corvos encanta com sua habilidade de evitar explicações simplistas. O filme foi indicado ao Oscar de melhor filme estrangeiro, em 1994.

– DÍVIDA (DŁUG), 1999 – Direção Krzysztof Krauze (97 min)
O filme é baseado em fatos reais e conta a história de dois amigos, Adam e Stefan, que tentam abrir uma empresa de vespas. Quando seus pedidos de empréstimo são negados pelo banco, depositam suas esperanças em um conhecido, Gerard. Quando descobrem que os termos exigidos por Gerard são absurdamente altos, mudam de ideia. Ele, porém, alega já ter tido gastos e faz de tudo para extorquir o pagamento da dívida imaginária, levando os dois amigos até o limite. Programação
Quinta, Dia 15/10
18h30 COMO VIVER (JAK ŻYĆ), 1977, 83 min
20h debate com crítico Sérgio Rizzo

SERVIÇO:

Sexta, Dia 16/10
17h COMO SER AMADA (JAK BYĆ KOCHANĄ), 1962, 97 min
19h O-BI, O-BA: O FIM DA CIVILIZAÇÃO (O-BI, O-BA: KONIEC CYWILIZACJI), 1984, 85 min

Sábado, Dia 17/10
15h 300 MILHAS ATÉ O CÉU, 1989, 105 min
17h CORVOS (WRONY), 1994, 63 min
19h DÍVIDA (DŁUG), 1999, 97 min

Domingo, Dia 18/10
15h COMO SER AMADA (JAK BYĆ KOCHANĄ), 1962, 97 min
17h COMO VIVER (JAK ŻYĆ), 1977, 83 min
19h O-BI, O-BA: O FIM DA CIVILIZAÇÃO (O-BI, O-BA: KONIEC CYWILIZACJI), 1984, 85 min

Segunda, Dia 19/10
19h DÍVIDA (DŁUG), 1999, 97 min

Entrada Franca: Retirada de senha a partir de uma hora antes da sessão.
Local: Centro Cultural Banco do Brasil São Paulo 
Endereço: Rua Álvares Penteado, 112 – Centro
Fone: (11) 3113-3651
Funcionamento: de quarta a segunda, das 9h às 21h.